Bandeira Municipal de Potirendaba, instituída pela Lei Municipal nº 1.817, de 01 de Dezembro de 1.999, assim se descreve: retangular, de verde, com um círculo de branco, debruado de prata, ornado de um resplendor de oito raios de amarelo, debruados de branco. e carregado de ondulações em azul.
- Tem a Bandeira 14 M (quatorze módulos) de altura por 20 M (vinte módulos) de comprimento; o círculo de branco, com 7 M (sete módulos) de diâmetro, tem seu centro na mediana horizontal, a 7 M (sete módulos) de distância da tralha, o debrum tem 0,5 M (meio módulo) de largura, os raios do resplendor postos em pala e em faixa alcançam os limites do retângulo e os postos em banda e em barra têm 2,5 M (dois módulos e meio) de altura e o Brasão de Armas tem 6 M (seis módulos) de altura.
- O círculo, por ser figura geométrica que não possui princípio nem fim, vem a ser o símbolo da eternidade, a indicar o propósito dos munícipes de perenizar as conquistas alcançadas, mormente sua emancipação; o debrum reforça, firmemente esse propósito.
- Os raios do esplendor, demonstram o alcance da administração municipal que beneficia todas as regiões do território municipal.
- O simbolismo das cores da Bandeira é relativamente ao Brasão de Armas Municipal, observando-se, entretanto, que o metal prata dos brasões de armas corresponde ao branco das bandeiras.

O Brasão de Armas do Município de Potirendaba, instituído pela Lei Municipal nº 1.817, de 01 de Dezembro de 1.999, assim se descreve: escudo ibérico, de sinopla, com três bandas ondadas de prata e chefe deste, carregado de três rosas de goles, sustidas e folhadas do campo; o escudo é encimado de coroa mural de prata, de oito torres, suas portas abertas de sable, tem por suportes, a dextra, um ramo de cafeeiro e à sinistra, um ramo de laranjeiras, ambos folhados e frutados ao natural e listei de prata, com o topônimo "POTlRENDABA" em letras de sinopla.
O Brasão de Armas, tem a seguinte interpretação:
- o estudo ibérico era usado em Portugal à época do descobrimento do Brasil e sua adoção evoca os primeiros colonizadores e desbravadores da nossa Pátria.
- a cor sinopla (verde) do campo do escudo, tem o significado heráldico de esperança, cortesia, civilidade, liberdade, alegria, amizade e abundância, representando os atributos dos colonizadores da região e a esperança de abundantes messes, que os levaram, decididamente, à fixação no local e ainda aos campos verdejantes do Município, que ensejaram o topônimo que hoje ostenta.
- As três bandas ondadas de prata, simbolizam os cursos de água e recordam os albores do povoado, em 1905, no local denominado Fazenda Três Córregos; o metal prata, é emblema de felicidade, pureza, verdade, franqueza, integridade e amizade, heráldica figuração dos atributos de administradores e munícipes e do clima de harmonia e compreensão de que desfrutam.
- o chefe, é a primeira das peças honrosas de primeira ordem, figurando na parte superior do escudo, salientando a elevação de espírito e a vocação do Município de liderar, pelo seu esforço diuturno e profícuo, e em conjunto dom os demais Municípios Paulistas, o destino de progresso e desenvolvimento da Nação.
- as rosas de goles (vermelho) sustidas e folhadas do campo (com o pé e folhas do mesmo esmalte do campo, isto é verdes) completam o sentido parlante do Brasão de Armas, dado que Potirendaba, topônimo que o então povoado recebeu em 1919, quando elevado a categoria de Distrito, tirado do brasílico, significa campo de flores; a rosa, além disso, constitui simbolo de juventude, beleza, honra imaculada, pureza de costumes e mérito reconhecido.
- a cor goles, em que são as rosas brasonadas, está a indicar audácia, galhardia, valor, intrepidez, magnanimidade, nobreza conspícua, vitória e honra, rememorando o ânimo intimorato com que os primitivos colonizadores da região enfrentaram os naturais percalços, para legar a seus descendentes nosso próspero município.
- A coroa mural é o símbolo da emancipação política, e, de prata, com oito torres, das quais unicamente cinco são visíveis, constitui a reservada às cidades; as portas de sable (preto) proclamam o caráter hospitaleiro do povo de Potirendaba.
- o ramo de cafeeiro e o ramo de laranjeira produzindo, atestando a fertilidade terras generosas de Potirendaba, de que são importantes produtos e apontam as lides do campo como fator da economia municipal.
- no listei de prata, o topônimo "POTIRENDABA", em letras de sinopla (verde), identifica o Município.
O Hino Municipal instituido pela Lei Municipal nº 1.817 de 01 de Dezembro de 1.999.
Autor da Letra: Prof. Mário Gonçalves
Melodia: Dr. Maércio Antonio Amato
Autor da Musica e Arranjo Musical: Professor Jonas de Oliveira (Prof. de canto e violão)
Hino
Homens valentes, sadios e fortes
Por estas plagas um dia chegaram;
Neste lugar não saíram mortes.
Homens nasceram e cá lutaram.
As amizades com brilho e porte...
Estribilho:
Ò Potirendaba,
Teu nome é sagrado!
Nós temos lembrança;
Temos Esperança. Teu nome é sagrado! (2x)
A Natureza bonita e forte
Nem depredada não é jamais;
E ela toda são flores, sorte....
E brilha o Sol; o Céu vós amais;
Ela nos mostra o rumo norte.
Estribilho:
Ó Potirendaba,
Teu nome é sagrado!
Nós temos lembrança;
Temos Esperança. Teu nome é sagrado! (2x)
Tudo se integra no Céu,Senhor!
Ricos e pobres ao lado se erguem.
Potirendaba,é luz, calor.....
Toda Beleza, Harmonia emergem
Dos corações nossos: é o Amor
Estribilho:
Ó Potirendaba,
Teu nome é sagrado!
Nós temos lembrança;
Temos Esperança. Teu nome é sagrado! (2x)
A cidade de Potirendaba tem muitas histórias que contam sobre sua criação. Sua origem e evolução histórica se perde na confusão de versões várias, até hoje mal definidas e mal documentadas. Sabe-se que o primeiro possuidor de terras foi Manoel Ponciano Leite que, por volta de 1.820 apareceu no local apossando-se de cerca de 5 mil alqueires de terras, conquistadas por sua coragem e ousadia de se aventurar pelo bravio sertão do Município de Rio Preto em 1829. Seguindo a caminhada para oeste, empreendida pelos Sertanistas daquela geração, João Antônio de Siqueira chegou ao local e adquiriu de Manoel Ponciano Leite (por setecentos mil réis) aproximadamente 2.044 alqueires de terras, tornando a seguir posse da gleba onde passou a residir com sua numerosa família.
Por volta de 1908, José Contador (que residia em Jaboticabal), fretava comboios de carros de boi e realizava viagens pelo sertão, chegando até as barrancas do Tietê – nessas viagens levava carregamento de sal e querosene fazendo entrega nos diversos núcleos de povoado da região. No caminho havia a fazenda “Três Córregos”, que servia como ponto de pouso. Passado algum tempo, José Contador adquiriu por permuta a terra dos herdeiros de Manoel Ponciano Leite (o quinhão n.º 30 da fazenda Três Córregos). Nesta essa época os proprietários eram a família Siqueira, José Contador, João Francisco Pinto e a família Manfredini. A primeira casa de tijolos foi adquirida por José Contador. Este foi o primeiro boticário do arraial, onde vendia poções, óleo de rícino e medicamentos preparados por ele. Participou ativamente do desenvolvimento da vila e depois cidade de Potirendaba.
Dessa mistura de proprietários e posseiros de terras, surgem algumas teorias sobre a criação da cidade. Onde naquela época tinha sede o Distrito da Paz de Potirendaba e o município do mesmo nome deve ser (segundo o resultado das pesquisas conduzidas através da história da colonização de Rio Preto), uma das primeiras localidades atingidas pelos primitivos bandeirantes, quando de sua incursão através das terras araraquarenses.
Outra versão aponta que teriam sido os irmãos José e Joaquim Gonçalves de Souza os primeiros a aportar a estas paragens (em uma época que não está bem definida e cuja data hipotética assinala o ano de 1820 – que também pode ser qualquer outra). Em razão disto, temos como lógico que antes da ousada caravana atingir as terras de Rio Preto, teria estacionado nos campos das proximidades do Rio Borá, através de uma picada por eles aberta e que os teria conduzido até a atual fazenda dos Macacos e ao planalto de Três Córregos, hoje Potirendaba.
A formação da cidade propriamente dita, teve início no ano de 1905, com a distribuição das terras entre os herdeiros de João Antônio de Siqueira, realizada pelo engenheiro Luiz Roncatti (que nessa partilha reservou área de cerca de 17 alqueires para a localização do Patrimônio, cujo padroeiro seria o Senhor bom Jesus).
Tendo em mira a fundação do Patrimônio, cumprindo condições e acordos estabelecidos por ocasião da partilha, Luiz Roncatti autorizou José Rodrigues da Costa, vulgo “Carioca”, a construir casas no arraial que seriam vendidas a medida que surgissem os interessados, surgindo em 1907 a primeira casa de pau-a-pique e coberta de sapé. Seguiram-se outras construções e formou-se o povoado que tomou o nome de “Três Córregos”, em virtude dos três pequenos córregos que delimitavam a cidade.
O povoado continuava seu desenvolvimento e em 10 de Dezembro de 1919, pela lei n.º 1.676, era criado o “Districto de Paz”, com o nome de “Potirendaba”, pertencente ao Município de Rio Preto. Data dessa época o seu maior desenvolvimento, graças aos esforços de José Oliva, Benedito Norberto Pupo, Benjamin Augusto Borges, Eugênio Cardoso de Toledo, José Bauab e outros. No desempenho de diversos cargos na sub-prefeitura, sub-diretório e outras atribuições públicas, muitos concorreram (a despeito de sérias dificuldades), com a maior boa vontade e solicitude dos Srs. Presciliano Pinto (chefe Político influente em Rio Preto) e Victor Brito Bastos (Prefeito Municipal de Rio Preto) para sua emancipação política. Foi elevado a Município pela lei n.º 2.098, de 26 de Dezembro de 1925 e instalado em 21 de Março em 1926, constituído já com o Districto de Paz de Potirendaba.
Em seu primeiro triênio de vida independente, teve um grande surto de progresso em todos os pontos de vista. O primeiro Prefeito do município foi o Sr. Benjamin Augusto Borges, governando a cidade entre 1926 e 1928. Foi sucedido pelo Sr. João Lúcio de Lima nos anos de 1929 e 1930. Ao fim do ano de 1931, foi cassada a autonomia do Município, passando os seus atos legislativos a serem controlados pelo Governo do Estado, a quem cabia também a nomeação dos prefeitos. Em 1936, no mês de abril foi restaurada a autonomia Municipal, podendo o Município legislar sem a tutela do Estado.